Responsabilidade na parte que nos cabe na construção do progresso do Brasil, independentemente de cor, credo, profissão e posicionamento político.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

NÃO IMPORTA A COR DO SOLDADO, DESDE QUE CUMPRA A MISSÃO



Na semana em que se soleniza o Dia da Consciência Negra, penso que os brasileiros têm poucos motivos para comemorar. Isso porque, após recente decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, o sistema racialista de reserva de vagas foi declarado constitucional e, portanto, “legitimado”.
A capital fluminense, local onde teve início essa celeuma envolvendo o sistema, decidiu atropelar os princípios constitucionais da igualdade, da impessoalidade, do interesse coletivo, do mérito – e os princípios são, enquanto valores, o critério com que se aferem os conteúdos constitucionais em sua dimensão normativa mais elevada, pois são os pilares de toda estrutura jurídica, que lhe fornecem equilíbrio e força na incessante busca da irrepreensível aplicação das normas mais simples até as constitucionais.
Em que pese minha modesta discordância sobre o posicionamento dos doutos ministros, com o devido respeito, a decisão me parece arriscada na medida em que favorecerá uma enxurrada de políticas voltadas a promover a segregação: vestibulares, mercado de trabalho, concursos públicos, eventos de moda... Tudo!
O país está alerta, pois a sagrada meritocracia está cada vez mais “fora de moda”. Inquieta verificar que o sistema segregador, baseado no subjetivo critério da autodeclaração de etnia se sobreponha ao sistema de recompensa baseado no mérito pessoal, segundo o qual se entende que premiar quem não merece desmerece quem tem mérito.       
Não bastasse tudo isso, há tempos tenho observado integrantes da militância segregacionista se manifestarem reiteradamente sobre a vontade de impor o sistema de cotas racialistas como fator de promoção nos quadros das Forças Armadas.
Imaginemos, como exemplo prático, dois Oficiais – um branco e o outro negro – que cursaram e concluíram juntos a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) e a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), ou seja, em total igualdade de condições. Nesse contexto, o oficial  de pele clara, ainda que infinitamente melhor classificado e enquadrado nos preceitos da carreira militar, poderá ser preterido pelo colega de pele escura na aspiração ao generalato, baseado na questão da reparação histórica. Seria justo? O oficial branco, que nesse exemplo teria se esforçado e permanecido entre os melhores, deverá ceder a vaga a outra pessoa que possivelmente estivesse classificada no final de sua turma.
E se o sistema racialista se desenvolver em maior grau, como vem acontecendo no âmbito da Administração Pública de maneira em geral, logo serão criadas as cotas para participação em cursos como o de Estado-Maior e missões no exterior, essas tão ambicionadas.
As instituições militares têm dado sobejas demonstrações de quão desnecessários são esses sistemas de cotas, quando observa-se que todos os seus integrantes têm as mesmas oportunidades, independentemente de cor da pele, classes sociais de origem, credo, etc. Oficiais negros já ascendem ao generalato e são comissionados no exterior concorrendo em igualdade de condições com seus pares, graças aos méritos próprios.
A ciência põe em cheque a tese dos defensores das cotas quando confrontados com a ausência de critérios. Estudos demonstram que os seres humanos são todos iguais ou, parafraseando o geneticista Sérgio Pena, são igualmente diferentes.
“Lideranças” desatinadas e segregacionistas discordam de argumentos totalmente técnico-científicos para estabelecer critérios amplamente filosóficos, demagógicos e subjetivos para impor suas vontades de maneira diversa daquilo que prevê o ordenamento jurídico. Agem de maneira despótica.
Para a correção de supostas injustiças históricas, cujas manifestações atuais tiveram somadas às suas origens diversos componentes de nuanças distintas – não raro, até conflitantes entre si –, não deve valer a máxima pregada por Maquiavel de que os fins justificam os meios, pois a verdadeira justiça não sobrevive a isso.
Os estudos técnicos, todos enunciados por autoridades em Antropologia, História, Sociologia e Genética são incompatíveis com o “achismo” oportunista que nos é enfiado goela abaixo por parcela da classe política e alguns representantes de minorias que postulam regalias, sem compromisso ou proposta efetiva de solução das questões, sempre por meio de discursos fáceis e falaciosos sobre uma suposta reparação social ou histórica.
Existem leis, regimentos, códigos e princípios que devem ser necessariamente observados independentemente de vontade – e a legislação militar, em momento algum, menciona o ingresso, a matrícula ou a promoção segundo o critério racial.
Nas ações judiciais que patrocinei contra esse nefasto sistema sempre defendi a tese de que se trata de mera bravata e demagogia daqueles que se auto-intitulam “representantes das minorias”, pois não há argumentos que sustentem tal pretensão, razão pela qual impõem seus devaneios filosóficos e rotulam de racistas todos que se contraponham aos seus interesses com hostilidade e intimidação.
Segundo um dos especialistas sobre o tema, doutor Demétrio Magnoli, em todos os países em que o mito da raça foi ressuscitado, amparado por questões políticas, foram os povos levados a graves conflitos. Reitere-se, oportunamente, que os defensores desses equivocados ideais se colocam sempre na posição de vítimas, embora, na sua grande parcela, sejam integrantes das classes média-alta e alta – verifica-se que a proposta racialista corrobora que o problema nada tem a ver com integração social, apenas pretende criar zonas de influência política e eleitoral. Isso acontece cada vez mais no Brasil, onde falar em nome de uma etnia equivale a desenvolver uma clientela política representada pela defesa dos interesses de determinado grupo étnico, jamais da nação. A função, evidente, é produzir lideranças políticas, carreiras políticas, poder político.
Especialistas alertam quanto ao risco de fomentar na sociedade a crença de que raças existem, ideia equivocada que incita o ódio e a segregação. Em todos os países em que as cotas raciais foram estabelecidas, em pouco tempo, houve a insurgência de graves conflitos civis, como nos EUA, Ruanda e África do Sul.
A UNESCO já se pronunciou sobre o tema desde 1950 ao afirmar que "menos que um fato biológico, raça é um mito social e, como tal, tem causado em anos recentes pesados danos em termos de vidas e de sofrimento humanos". Nós, brasileiros, não vamos considerar o ensinamento histórico em pleno final de 2012?
A quem interessa gerar instabilidade social e trucidar a meritocracia? Como esclarecer a orientação científica de que raça não existe, pois somos todos humanos? Como explicar que estudos totalmente técnicos, de especialistas em antropologia, história, sociologia e genética de nada valem se não estiverem compatíveis com o “achismo” da classe política e dos poucos oportunistas que brigam por regalias, mas sem jamais apontarem uma solução efetiva para o problema?
Enquanto não surgirem todas as respostas, continuarei me posicionando contrariamente àquelas ideias que defendem a promoção pelo critério da cor da pele, sobretudo no âmbito das Forças Armadas, pois os verdadeiros interesses patrióticos devem ser defendidos pelos melhores militares, independentemente da sua etnia.
Pouco importa a cor do soldado, desde que cumpra sua missão!

João Henrique Nascimento de Freitas é advogado.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Candidato aprovado dentro do cadastro de reserva tem direito à nomeação se surgir novas vagas


Candidato aprovado dentro do cadastro de reserva tem direito à nomeação se surgir novas vagas
A aprovação de candidato em concurso público dentro do cadastro de reservas, mesmo que fora do número de vagas inicialmente previsto no edital, garante o direito subjetivo à nomeação se houver o surgimento de novas vagas, dentro do prazo de validade do concurso. A decisão é da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao julgar recurso de um candidato na Bahia, que prestou concurso público para soldado da Polícia Militar do estado. O ministro Mauro Campbell Marques disse que a administração pública deve convocar os candidatos que compõem o cadastro de reserva, uma vez que eles já foram aprovados por mérito e têm o direito de assumir o cargo pleiteado.

E ainda no Conexão STJ, uma entrevista com a vice-presidente em exercício do Tribunal e diretora-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Magistrados, a Enfam, ministra Eliana Calmon. Ela fala das ações de capacitação de juízes para melhorar a administração do Poder Judiciário. Isso e muito mais no Cidadania no Ar, o radiojornal da Coordenadoria de Rádio do STJ.

Confira aqui a íntegra do noticiário, veiculado aos sábados e domingos, às 10h40, pela Rádio Justiça (FM 104.7) e nowww.radiojustica.jus.br. E, ainda, no site do STJ, no espaço Rádio, sempre aos sábados, a partir das 8h. Lá você encontra este e outros produtos da Coordenadoria de Rádio do STJ. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Semana da Consciência Negra



“Menos que um fato biológico, raça é um mito social, e, como tal, tem causado em anos recentes pesados danos em termos de vidas e de sofrimento humanos” UNESCO, 18 de julho de 1950

sábado, 20 de outubro de 2012

Informativo dos concursados da SEAP, de 20 de outubro de 2012


Caros Guerreiros,
Para conhecimento, foi publicada no diário oficial a decisão do Tribunal de Justiça a determinação judicial para que o Estado do Rio de Janeiro proceda à convocação proporcional, em liquidação de sentença, de mais 468 (quatrocentos e sessenta e oito) candidatos do sexo masculino e 87 (oitenta e sete) do sexo feminino, referentes ao concurso de 2003, para realização das etapas seguintes do certame, observada a ordem de classificação, reconhecendo-se, outrossim, a possibilidade de convolação das nomeações dos 599 (quinhentos e noventa e nove) candidatos do sexo masculino e 93 do sexo feminino, aprovados para o cargo de inspetor de segurança e administração penitenciaria – 3a categoria no certame promovido em 2006.
Litigar com o Estado não é fácil... E ainda cabe recurso! 
Mais uma vez, agradeço a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para que este resultado fosse alcançado, sempre com respeito, consideração, gratidão e confiança depositados no árduo trabalho, com destaque especial aos que colaboraram de forma incansável com documentos, informações, apoio e amizade - que superaram todas as adversidades, ignoraram os pessimistas e tiveram Fé. 
Desejo sorte e sucesso a cada um de vocês.
João Henrique






IMPORTANTE

Senhor Jornalista, a imprensa deve atribuir responsabilidades às autoridades. Caso contrário, será apenas uma omissa medíocre exercendo a função de relações públicas daqueles que afundam o país. Pense nisso!